O craniofaringioma é um tipo raro de tumor cerebral benigno (não canceroso) que se desenvolve próximo à glândula hipófise (pituitária), na região selar ou supraselar do cérebro, perto da base do crânio.
Incidência: 1 caso em cada 500.000 a 2 milhões de pessoas por ano
Representa: 1% a 3% de todos os tumores intracranianos
Em crianças: 5-10% de todos os tumores cerebrais pediátricos e 56% dos tumores da região selar/supraselar
Características importantes:
O craniofaringioma se desenvolve a partir de restos embriológicos da bolsa de Rathke, um precursor embrionário da hipófise anterior que normalmente desaparece durante o desenvolvimento fetal.
Tipo mais comum – representa 92-96% dos casos em crianças
Tipo raro – quase exclusivo de adultos
Tipo raro que apresenta características de ambos os tipos (adamantinomatoso e papilar)
Os sintomas do craniofaringioma são geralmente sutis e graduais no início, desenvolvendo-se à medida que o tumor cresce e comprime estruturas adjacentes. Os sintomas variam muito dependendo do tamanho e localização do tumor.
Muitas vezes há progressão gradual dos sintomas, e o diagnóstico pode não ser imediato. É a progressão dos sintomas que geralmente leva ao diagnóstico.
Muito comuns – presentes em 50-75% dos pacientes
Muito comuns – presentes na maioria dos pacientes
Deficiência de múltiplos hormônios hipofisários:
Causados por obstrução da circulação do líquor
Quando o tumor afeta o hipotálamo
Padrão-ouro para diagnóstico
Complementa a RM
Avaliam função da hipófise e presença de déficits hormonais
Importante: A maioria dos pacientes apresenta algum grau de disfunção endócrina ao diagnóstico.
Especialmente importante em crianças:
Importante: O tratamento do craniofaringioma é um dos mais desafiadores da neurocirurgia devido à localização do tumor próxima a estruturas vitais. Requer abordagem multidisciplinar com neurocirurgião, endocrinologista, oftalmologista, oncologista e outros especialistas.
Controvérsia: Não há consenso entre especialistas sobre o manejo ideal. O tratamento deve ser individualizado considerando idade, tamanho do tumor, sintomas e características individuais.
Objetivo: remover todo o tumor
Taxa de Ressecção Completa: Aproximadamente 63% dos casos conseguem ressecção total, mesmo com cirurgiões experientes.
Objetivo: remover maior parte possível preservando função
Essencial na maioria dos pacientes – geralmente para toda a vida